Saúde das unhas : unhas com listras verticais.
“Elas são um reflexo da nossa saúde. Isso acontece porque tem muitas doenças, tanto sistêmicas quanto da própria pele ou da unha mesmo, que podem acometê-las”, explicou a médica.
Em específico, se suas unhas apresentam linhas verticais, como pequenas ondulações, isso pode ser um sinal de desequilíbrio hormonal ou falta de minerais importantes, como ferro, zinco e silício.
Essas marcas também podem indicar a presença de infecções causadas por vírus, bactérias ou fungos. Por isso, é importante procurar um especialista para avaliar e tratar o problema da forma correta.
Ainda de acordo com a dermatologista Juliana, unhas saudáveis têm um tom rosado, são firmes e bem fixadas na pele logo abaixo delas, chamada de leito ungueal. Vale mencionar que um crescimento regular de cerca de um milímetro por mês é um bom sinal de saúde.
Confira abaixo as principais razões para o surgimento de linhas nas unhas:
Envelhecimento: Com o passar dos anos, é comum que essas linhas apareçam, pois a renovação das células nas unhas se torna mais lenta.
Genética: Algumas pessoas têm predisposição genética para desenvolver essas marcas nas unhas, independente da idade ou da saúde geral.
Alterações hormonais: Mudanças hormonais, como as da menopausa ou condições que afetam o sistema endócrino, podem favorecer o aparecimento dessas linhas.
Deficiência de nutrientes: Baixos níveis de ferro, zinco, biotina e outros nutrientes essenciais podem impactar a saúde das unhas e gerar essas marcas.
Traumas físicos: Lesões, como uma pancada na unha, podem causar alterações temporárias na sua estrutura, incluindo linhas verticais.
Condições de saúde: Algumas doenças, como artrite reumatoide, psoríase ou problemas cardíacos, podem estar associadas ao surgimento dessas linhas.
A biotina, também conhecida como vitamina B7 e vitamina H, é um nutriente que atua na conversão dos alimentos em glicose, o que é necessário para a produção de energia.
Ela ainda trabalha na produção de ácidos graxos e aminoácidos e na ativação do metabolismo de proteínas e aminoácidos na raiz dos cabelos e nas células das unhas dos dedos das mãos.
De acordo com a European Food Safety Authority (EFSA, Autoridade Europeia de Segurança de Alimentos, tradução livre), a ingestão de alimentos ricos em biotina também contribui com o metabolismo regular dos macronutrientes, a manutenção da pele e das membranas mucosas, o funcionamento normal do sistema nervoso, a manutenção dos cabelos e a normalização das funções psicológicas.
Deficiência de biotina
Devido ao fato de ser sintetizada pelas bactérias do bem encontradas no trato digestivo, a deficiência de biotina é considerada rara. Entretanto, pacientes que seguem uma alimentação 100% intravenosa (através de agulha), que fazem hemodiálise, pessoas com diabetes e que têm uma ingestão limitada de vitaminas por meio da dieta correm risco de desenvolverem a condição.
Entre os sintomas da deficiência de vitamina B7, encontram-se: perda de cabelo, pele seca e escamosa, rachadura nos cantos da boca, inchaço e dor na língua, secura nos olhos, perda de apetite, fadiga, insônia e depressão.
A lista abaixo, com informações da Universidade do Estado de Oregon nos Estados Unidos indica qual a ingestão adequada diária de biotina:
Bebês de zero a seis meses: 5 mcg (microgramas) por dia;
Bebês de sete a 12 meses: 6 mcg por dia;
Crianças de um a três anos: 8 mcg por dia;
Crianças de quatro a oito anos: 12 mcg por dia;
Crianças de nove a 13 anos: 20 mcg por dia;
Adolescentes de 14 a 18 anos: 30 mcg por dia;
Adultos a partir de 19 anos de idade: 30 mcg por dia;
Mulheres gestantes de todas as idades: 30 mcg por dia;
Mulheres que estejam amamentando de todas as idades: 35 mcg por dia.
19 alimentos ricos em biotina
Para ter uma alimentação equilibrada, é necessário certificar-se de incluir alimentos que sejam fontes dos diversos nutrientes que o corpo necessita para funcionar corretamente, o que inclui a vitamina B7. Na lista a seguir você confere alguns dos alimentos ricos em biotina:
Pão integral: Uma fatia de pão integral pode apresentar entre 0,02 a 6 mcg de vitamina B7.
Ovo: Uma unidade grande de ovo cozido fornece entre 13 e 25 mcg do nutriente. Entretanto, é importante saber que a clara crua do ovo é dotada de uma proteína chamada avidina, que impede a absorção da vitamina B7, conforme o Centro Médico da Universidade de Maryland nos Estados Unidos informou.
Queijo cheddar: Outro dos alimentos ricos em biotina é o queijo cheddar – uma porção de 100 g apresenta entre aproximadamente 1,42 mcg e em torno de 7,15 mcg da vitamina.
Fígado cozido: Uma porção de 100 g de fígado cozido é composta por aproximadamente 31,7 mcg a 41,15 mcg da vitamina.
Carne de porco cozida: Por sua vez, uma porção de 100 g de carne de porco cozida possui entre em torno de 2,35 mcg a aproximadamente 4,7 mcg de biotina.
Salmão cozido: Já uma porção de 100 g do peixe trazem entre aproximadamente 4,7 mcg e cerca de 5,9 mcg de vitamina B7.
Abacate: Uma unidade inteira de abacate apresenta entre 2 mcg a 6 mcg do nutriente.
Framboesa: É possível encontrar entre 0,2 mcg até 2 mcg em uma porção correspondente a uma xícara de framboesas.
Couve-flor crua: Em uma xícara de couve-flor crua encontramos entre 0,2 mcg a 4 mcg de biotina.
Levedura nutricional: Um pacote de 7 g de levedura pode apresentar entre 1,4 mcg até 14 mcg de vitamina B7.
Nozes-pecã: As nozes-pecã são alimentos ricos em biotina, sendo que uma porção de 100 g de nozes-pecã é composta por 28 mcg da vitamina.
Amendoim: Por sua vez, 100 g amendoins fornecem aproximadamente 37 mcg do nutriente ao organismo.
Nozes: Também são alimentos ricos em biotina, podendo encontrar em torno de 37 mcg da vitamina em uma porção de 100 g de nozes.
Sementes de girassol: Além de serem uma fonte rica em antioxidantes, as sementes de girassol são alimentos ricos em biotina – em uma quantidade de 100 g do alimento existem 66 mcg do componente.
Ervilhas: Os legumes também fazem parte do grupo dos alimentos ricos em biotina. Por exemplo, 100 g de ervilhas frescas trazem 70 mcg da substância. Já a mesma quantidade de ervilhas desidratadas apresentam 40 mcg do nutriente.
Banana: As frutas não costumam ser boas fonte de vitamina B7. Entretanto, a banana funciona como uma exceção para esta regra e em cada unidade da fruta é possível encontrar 118 mcg do componente.
Arroz: O arroz também é uma boa fonte de biotina – em uma porção de 100 g existem 66 mcg da substância.
Cevada: Outro cereal que é rico em biotina é a cevada. Uma porção de 100 g do alimento apresenta 31 mcg da vitamina.
Aveia: O nutriente também pode ser obtido por meio da aveia – 100 g do cereal contêm 24 mcg de vitamina B7.
Como manter os nutrientes dos alimentos ao cozinhar
Para aproveitar bem a vitamina B7, assim como outros nutrientes disponíveis nos alimentos que você consome, é importante prestar atenção ao modo como eles são preparados, pois isso pode fazer com que esses nutrientes se percam.
Comentários
Postar um comentário